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8 de junho de 2014

Antenem-se - um tema de redação para o ENEM


Foi recentemente aprovada pela câmara dos deputados um projeto de lei que proíbe o uso de castigos corporais em crianças e adolescentes. A Lei da Palmada, como ficou conhecida, abriu portas para um leque de discussões em torno do modo pelo qual os pais devem educar seus filhos.

Os que são a favor do projeto defendem a proibição afirmando que é totalmente desnecessário a utilização de qualquer tipo de agressão física como correção, alegando ainda que não é possível delimitar até que ponto a "palmadinha" torna-se violência. No entanto, os que são contra a lei defendem que o diálogo por si só não dará conta de impor limite às crianças, e mais, que este projeto de lei trará consequências irreparáveis à autoridade dos pais sobre os filhos.
A proposta do Banco de Redações do mês de fevereiro é que você defenda seu ponto de vista acerca do seguinte tema: "Até que ponto é válida a interferência do estado na educação dada pelos pais?"  Leve em consideração as ideias oferecidas pela coletânea, mobilize argumentos, levante fatos, dados, exemplos que levem seu texto a ir além do senso comum.

Proposta 1: Dissertação
Neste gênero textual, você possui a oportunidade de defender um posicionamento e tentar persuadir seu interlocutor de sua posição. Para isso, mobilize fatos, dados, exemplos, analise e reflita em torno da problemática do tema. 
Proposta 2 : Carta Argumentativa
Envie uma carta a Câmara dos Deputados e exponha o seu ponto de vista acerca do projeto de lei aprovado por eles. Você poderá elogiá-los pela criação da lei,  para isso você deve apresentar análises e discussões plausíveis em torno dos benefícios que ela trará na luta contra a violência infantil. Caso você seja contra o projeto, apresente as causas e consequências da aprovação desta lei e desenvolva uma linha argumentativa plausível para convencer seu interlocutor acerca de sua posição. Atente-se às marcas de interlocução da carta ( Local e data, vocativo e despedida).
Elabore sua redação considerando as idéias a seguir:

Quando eu tinha doze anos, cheguei bêbado em casa e tomei uma surra de cinto, depois de ter vomitado no quarto inteiro. Se chorei? Claro. Se doeu? Lógico. Mas, não me traumatizou e me afastou das bebidas.
[Correio de Uberlândia)
Primeiro, um argumento que ouço muito, é de pais que são a favor da palmada, de tapas, mas dizem que são contra a pancada. Mas como mensurar isso? Porque quando se está com raiva, é difícil medir a força.
[Revista Crescer)
Se uma criança se jogar no chão do supermercado exigindo um brinquedo ou um pacote de bolachas, se ela cuspir nos outros ou empurrar o irmãozinho escada abaixo num acesso de raiva, se ela der tapas ou pontapés no pai ou na mãe, coisas que as crianças frequentemente fazem, então os pais, mães e responsáveis passarão a ter a obrigação de resolver o problema sem tocar na criança, porque qualquer sacudidela, tapinha ou puxadinha de orelha constituem “punição corporal” e portanto se enquadram na Lei da Palmada.


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