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19 de junho de 2014

Bom relembrar - nova ortografia

  • Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa 16 de dezembro de 1990
  • • O Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa está em vigor desde janeiro de 2009, mas passou a ser obrigatório em 2013. • O objetivo da mudança é unificar a ortografia oficial de oito países que tem o português como idioma oficial – Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Cabo-Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.
  • História: Do latim ao português atual Celtas Iberos Púnico-fenício Lígures Gregos
  • Latim • O latim era no início um idioma rude que pertencia a agricultores e pastores.
  • Evolução da língua portuguesa: • Latim lusitânico, língua falada na Lusitânia deste a implantação do latim até o séc. V; • Romance lusitânico, língua falada na Lusitânia do séc. VI ao séc. IX; • Português proto-histórico, língua falada na Lusitânia do séc. IX ao final do séc. XII; • Português arcaico, princípios do séc. XIII à primeira metade do séc. XIV, a língua começa a ser codificada gramaticalmente; • Português moderno, se estende da segunda metade do séc. XIV aos nossos dias.
  • Português Arcaico – Carta de Pero Vaz de Caminha
  • O que é a reforma ortográfica? • É um tratado internacional cujo objetivo é unificar a ortografia do português para uso dos 200 milhões de falantes nativos da língua no mundo.
  • Por quê? • Por causa disso: "A adopção de uma única ortografia entre países de língua portuguesa pode ser óptima."
  • - Do ponto de vista da ortografia, existem diferenças bastante relevantes na língua portuguesa. E não apenas entre os dois países. Nas outras seis nações que falam e escrevem o português (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste) ocorre o mesmo. - Para acabar com essas diferenças, foi criado, em 1990, um acordo. "A existência de duas grafias oficiais acarreta problemas na redação de documentos em tratados internacionais e na publicação de obras de interesse público", defendia o filólogo Antônio Houaiss, o principal responsável pelo processo de unificação aqui no Brasil.
  • • É importante ressaltar que a pronúncia, o vocabulário e a sintaxe permanecem exatamente como estão. A novidade é a unificação da grafia de algumas palavras.
  • Mas por que demorou tanto para se colocar em prática o acordo? • Originalmente, o combinado era que todos os membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) deveriam ratificar o acordo para que ele tivesse valor. • Em 2004, porém, os chefes de Estado da CPLP decidiram que bastava a aprovação de três nações para a reforma ortográfica entrar em vigor. • O Brasil, no entanto, definiu que mudaria o jeito de escrever somente se Portugal também o fizesse (e o "sim" de Lisboa às novas normas só veio no ano de 2007).
  • Países participantes do acordo em Lisboa: • Angola • Brasil • Cabo Verde • Guiné-Bissau • Moçambique • Portugal • São Tomé e Príncipe
  • Onde se fala português: • O português é a língua oficial de Portugal, Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor- Leste.
  • As mudanças:
  • Alfabeto • O acréscimo das letras K, W e Y. • O alfabeto passa a ter 26 letras, em vez das 23 que tinha antes. A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W Y Z
  • Exemplos: • km (quilômetro), • KLM (companhia aérea), • K (potássio), • W (watt), • www (sigla de world wide web, expressão que é sinônimo para a rede mundial de computadores). Em palavras estrangeiras incorporadas à língua. Exemplo: sexy, show, download, megabyte.
  • Novo acordo ortográfico: acento circunflexo • Nada muda na acentuação dos verbos ter, vir e seus derivados. • Eles continuam com o acento circunflexo no plural (eles têm, eles vêm)
  • O acento agudo desaparece das palavras da língua portuguesa em três casos, como se pode ver a seguir:
  • Acento diferencial • O acento diferencial é utilizado para permitir a identificação mais fácil de palavras homófonas, ou seja, que têm a mesma pronúncia. Atualmente, usamos o acento diferencial - agudo ou circunflexo - em vocábulos como pára (forma verbal), a fim de não confundir com para (a preposição), entre vários outros exemplos. • Com a entrada em vigor do acordo, o acento diferencial não será mais usado nesse caso e também nos que estão a seguir: • péla (do verbo pelar) e pela (a união da preposição com o artigo); • pólo (o substantivo) e polo (a união antiga e popular de por e lo); • pélo (do verbo pelar) e pêlo (o substantivo); • pêra (o substantivo) e péra (o substantivo arcaico que significa pedra), em oposição a pera (a preposição arcaica que significa para).
  • No entanto: • duas palavras obrigatoriamente continuarão recebendo o acento diferencial: • pôr (verbo) mantém o circunflexo para que não seja confundido com a preposição por; • pôde (o verbo conjugado no passado) também mantém o circunflexo para que não haja confusão com pode (o mesmo verbo conjugado no presente). Observação: já em fôrma/forma, o acento é facultativo.
  • Uso do hífen: • O hífen deixa de ser empregado nas seguintes situações: - quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com as consoantes s ou r. Nesse caso, a consoante obrigatoriamente passa a ser duplicada; - quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente.
  • No entanto: • O hífen permanece quando o prefixo termina com r (hiper, inter e super) e a primeira letra do segundo elemento também é r. Exemplos: hiper-requintado, super-resistente.
  • Trema, um sinal a menos • O trema, sinal gráfico de dois pontos usado em cima do u para indicar que essa letra, nos grupos que, qui, gue e gui, é pronunciada, será abolido. • É simples assim: ele deixa de existir na língua portuguesa. Vale lembrar, porém, que a pronúncia continua a mesma.
  • No entanto: • O acordo prevê que o trema seja mantido em nomes próprios de origem estrangeira, bem como em seus derivados. Exemplos: Bündchen, Müller, mülleriano.
  • Uso de Vogais Átonas E e I Sufixo (-ano) + i • Havaí – havaiano (antes havaeano) • Itália – italiano (antes italeano) Sufixo (-ano) + e átono • Acre – acriano (antes acreano) • Açores – açoriano (antes açoreano)
  • Mudanças na acentuação e no uso do trema • Os ditongos abertos tônicos éi e ói perdem o acento agudo quando caem na penúltima sílaba (paroxítonas): Idéia (s) - ideia (s) Jóia (s) – joia (s) Geléia (s) – geleia (s) Apóia (s) – apoia (s)
  • E por que o acento agudo não saiu dessas palavras? • Anéis • Herói (s) • Fiéis • Anzóis Porque são oxítonas (acento tônico na última sílaba)!
  • Cai o acento circunflexo de palavras paroxítonas terminadas em ôo e em êem. • Vôo – voo • Dêem – deem • Enjôo – enjoo • Vêem – veem • Crêem – creem • Abençôo – abençoo • Lêem - leem
  • Atenção: • As flexões dos verbos ter e vir na 3ª pessoa do plural no presente do indicativo mantêm o acento. • Têm • Vêm Diferente da 3ª pessoa do singular: tem e vem.
  • Não se usa acento gráfico (´ou ^) em palavras paroxítonas para diferenciá-las de outras palavras com a mesma grafia (homógrafas). • Pára (flexão de parar) e para (preposição) - PARA • Péla (s) (subst. Fem), pelas (flexão de pelar) e pela (s) (contração por + a(s)) – PELA (S) • Pélo (flexão de pelar), pêlo (subst. Masc.) e pelo (contração por + o) – PELO (S) • Péra (s) (subst. Fem. = pedra), pêra (s) (subst. Fem.) e pera (prep. = para) – PERA (S) • Pólo (s) (subst. Masc.) e polo (s) (combinação de por + lo (s)) – POLO (S)
  • Atenção: • O verbo pôr (infinitivo) e pôde (flexão na 3ª pessoa do singular do pretérito perfeito do verbo poder) mantêm o acento, diferente das preposições por e da flexão da 3ª pessoa do singular do presente do indicativo pode)
  • Perdem o acento agudo as vogais tônicas i e u de palavras paroxítonas, quando antecedidas de ditongos: • Boiúno – boiuno • Feiúra – feiura • Baiúca – baiuca • Alauíta – alauita ATENÇÃO: Mantém o acento agudo quando a palavra é proparoxítona (feiíssimo, bauínia) ou oxítona (tuiuiú, teiú, teiús)
  • Verbos arguir e redarguir • Nestes verbos, deixa-se de usar o acento agudo no u tônico quando na flexão este acento cai em sílaba do seu radical (flexões rizotônicas). Exemplo: Argúo – arguo Redargúo – redarguo Argúis – arguis Redargúis – redarguis Argúi – argui Redargúi – redargui Argúem – arguem Redargúem – redarguem Argúa – argua Redargúa – redargua Argúa – argua Redargúa – redargua Argúas – arguas
  • Exceções • Palavras que antes eram escritas com hífen, e sofreram o processo de aglutinação: Girassol Madressilva Mandachuva Pontapé Paraquedas Paraquedistas Passatempo
  • Os nomes de lugares geográficos (topônimos) com prefixos Grão e Grã, ou quando o primeiro elemento é verbal, e quando os elementos estão ligados por artigos, usa-se hífen: • Grão-Pará • Grã-Bretanha • Passa-Quatro (primeiro elemento verbal) • Trás-os-Montes (primeiro elemento verbal e artigo de ligamento) • Todos-os-Santos (elementos ligados por artigo)
  • Têm hífen palavras compostas que designam espécies botânicas e zoológicas: • Couve-flor • Erva-doce • Andorinha-do-mar • Bem-te-vi • Leão-marinho
  • Usa-se hífen (não travessão) entre elementos que formam não uma palavra, mas um encadeamento vocabular: • Ponte Rio-Niterói • Liberdade-Igualdade-Fraternidade
  • Não se usa hífen: • Locuções substantivas: Café da manhã Fim de semana Cão de guarda
  • Locuções adjetivas • Cor de açafrão • Cor de vinho
  • Locuções Pronominais • Cada um • Ele mesmo • Quem quer que seja
  • Locuções Adverbiais • À vontade • À parte • Depois de amanhã
  • Locuções Prepositivas • A fim de • Acerca de • Por meio de • A par de
  • Locuções Conjuncionais • Contanto que • No entanto • Logo que
  • Locuções que usam hífen por terem sidos consagradas pelo uso: • Água-de-colônia • Arco-da-velha • Cor-de-rosa • Mais-que-perfeito • Pé-de-meia • Ao Deus-dará • À queima-roupa
  • Mudanças no uso do hífen em palavras compostas por prefixação e recomposição
  • Geralmente, palavras compostas com prefixos ou falsos prefixos usa-se hífen se o segundo elemento começa por h: • Anti-histórico • Super-homem • Multi-horário • Mini-habitação
  • Porém, quando se usam prefixos des- e in- caem o h e o hífen: • Desumano • Inabitável • Desonra • Inábil
  • Também com os prefixos co- e re- caem o h e o hífen: • Coabitar • Coerdar • Reabilitar • Reabitar
  • Passa a se usar hífen entre o prefixo e o segundo elemento quando o prefixo termina na mesma vogal pela qual começa o segundo elemento: • Antiinflamatório -> anti-inflamatório • Teleeducação -> tele-educação • Neoortodoxia -> neo-ortodoxia
  • Nos prefixos terminados em a, já era uso vigente, agora consolidado pela regra: • Contra-almirante • Extra-articular • Ultra-alto
  • Exceção: • O prefixo co- se aglutina com segundo elemento começado por o: Cooptar Coobrigação
  • Exceção: O prefixo re- se aglutina com palavras começadas por e. • Reeleição • Reestudar • Reerguer
  • Usa-se hífen com circum- e pan- quando seguidos de elemento que começa por vogal, m e n, além do já citado h: • Circum-navegação • Circum-meridiano • Pan-africano
  • Prefixos hiper-, inter-, super-, ciber- e nuper- com o segundo elemento começando com letra r ou h: • Hiper-requintado • Inter-resistente • Super-radical • Inter-hospitalar
  • E não se usa hífen em outros casos nos quais o prefixo termina em consoante e o segundo elemento começa em vogal ou consoante diferente de r ou h: • Subsequência • Sublinear • Interativo • Hiperativo • Superabundante • Hiperacidez • interlocução
  • Quando o prefixo ou falso prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por r ou s não se usa mais hífen e a consoante r ou s é duplicada: • Ultra-som -> ultrassom • Eco-sistema -> ecossistema • Mini-saia -> minissaia • Contra-regra -> contrarregra • Co-seno -> cosseno • Semi-reta -> semirreta • Anti-semita -> antissemita
  • Não se usa hífen quando o prefixo ou falso prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por vogal diferente ou consoante (se esta for r ou s, como visto antes, se duplica) • Auto-escola-> autoescola • Extra-escolar -> extraescolar • Co-piloto -> copiloto • Supra-estrutura -> supraestrutura • Auto-imune -> autoimune • Contra-ordem -> contraordem
  • Sempre se usa hífen com os seguintes prefixos e falsos prefixos: • Ex- • Sota- • Vice- • Vizo- • Pré- • Pró- • Pós-
  • Usa-se hífen nas formas verbais com pronomes átonos: • Diga-me • Vestir-se • Vingá-lo • Dizer-lhes
  • Atenção! • Se a quebra de linha ocorre onde há um hífen gramatical, recomenda-se repetir o hífen no início da linha seguinte
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