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13 de julho de 2014

Tenho vergonha de ser brasileira

Tinha prometido a mim mesmo que não iria mais escrever a respeito da seleção brasileira (é, com minúsculas mesmo) depois do texto que postei ontem aqui em meu blog – que você pode ler aqui. Resolvi mudar de ideia nesta sexta depois de assistir enojado a entrevista que o Neymar deu na quinta-feira.
Assista atentamente ao vídeo abaixo e preste atenção especial ao momento em que Neymar “chora”:
Agora responda com sinceridade: em pelo menos algum segundo você acreditou nesta patuscada?
Nem vou comentar a respeito das respostas desprovidas de qualquer conteúdo mais profundo que o moleque deu. Isto já é uma tradição dele. Nada do que ele fala é aproveitável fora do mundinho “correto e boa gente” estabelecido por seus empresários e ‘aspones’. O que me causou especial ojeriza é ver o cara fingindo o choro, sem derramar uma única lágrima ou sequer ter os olhos marejados.
Reparou quantas vezes ele esfregou os olhos na encenação? Só desta forma ele poderia ser fotografado com o seu globo ocular “avermelhado”. Um absurdo! Não era melhor ter usado aqueles “cristais” japoneses que os atores costumavam usar no teatro para simular o choro?
Ainda mais incrível foi ver um monte de jornalistas agindo como torcedores, chegando ao ponto de aplaudir Neymar ao final desta entrevista patética. Inacreditável! A que ponto chegamos...
Talvez o “errado” seja eu. Talvez eu seja um perfeito idiota por me indignar com tais farsas. Talvez eu devesse me contentar em saber que até mesmo uma campanha de apoio a Neymar no Twitter - (#jogapramim) -, na qual alguns “craques” da nossa seleção ‘canarinho’, como o chorão raivoso canastrão e casto David Luiz, o dançarino Marcelo e o oxigenado capilar Daniel Alves mostravam sua solidariedade e apoio a Neymar em sua recuperação, na verdade foi uma campanha publicitária de uma marca de presunto e frango congelado.
Talvez eu seja um idiota por sentir vontade de vomitar toda vez que vejo um jogador excepcional como Ronaldo exibir sua aposentadoria como uma figura famosa de baixíssima categoria. Talvez eu tenha agido errado ao torcer contra a seleção brasileira (é, com minúsculas mesmo) por não querer me sentir comparsa de uma entidade lotada de gente do mal como é a atual CBF.
Talvez eu esteja falando besteiras quando digo que o papinho "a camisa amarela da nossa seleção ainda provoca medo nos adversários" é uma insanidade repetida apenas por débeis mentais que nunca chutaram uma bola na vida. Talvez eu deva ser mesmo ridicularizado quando digo o time do Brasil hoje é o que a Hungria foi no passado: uma equipe até então imbatível nos anos 50 e que hoje é tão relevante quanto um pão mofado esquecido atrás do fogão.
É, talvez eu seja uma besta mesmo...
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