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20 de abril de 2017

TEMA DE REDAÇÃO


a. A redação deve ser uma dissertação em prosa, com no máximo 30 linhas.
b. É necessário escrever um título para a redação.
c. Fuga do tema implica nota zero.
d. Redações com menos de 25 linhas serão desconsideradas.
e. A redação NÃO pode ser feita a lápis.
f. Anotações na folha identificada como "Rascunho da Redação" não serão consideradas.
g. Escreva sua redação com letra legível.


Reflita sobre as ideias apresentadas nos textos a seguir e desenvolva uma dissertação em prosa.

Abordei no mês passado o caráter patológico dos suicídios, que tendem a ocorrer em séries. Sabe-se ainda que massacres do tipo Columbine também têm acontecido de forma epidêmica, como se um episódio engatilhasse o seguinte, seja pela celebridade imediata que confere aos seus perpetradores, seja pelo impacto que provoca na sociedade.

Agora vimos os saques em Londres varrer a Inglaterra de ponta a ponta também como numa pandemia. O que quer dizer tudo isso? Que, se antes éramos assolados por cólera, gripe espanhola e outras pragas, agora a grande moléstia que nos ameaça é uma coleção de epidemias comportamentais?

Talvez seja difícil entender esse tipo de violência que não está diretamente ligado exclusivamente à diferença social e à miséria, e declarações de David Cameron e da direita do Parlamento londrino de que esses atos são "puro crime" mostram quanto esses políticos estão fora de sintonia com a realidade. Intelectuais e sociólogos que pesquisam a questão afirmam que a violência é sim uma epidemia, uma nova moléstia social, derivação das inúmeras patologias urbanas. Resta saber se será possível inventar uma "vacina" contra esse novo tipo de gripe espanhola. 



Mais bonzinhos do que nunca

Alguém que afirme que os últimos 100 anos foram os mais pacíficos da humanidade certamente não conhece história. Não sabe dos 55 milhões de mortos da Segunda Guerra Mundial, do extermínio de 6 milhões de judeus no Holocausto e do brutal desaparecimento, entre 2003 e 2010, de pelo menos 300 mil pessoas na guerra civil de Darfur, no Sudão. Isso sem falar do terrorismo, que, apenas neste século que se inicia, já matou milhares nos Estados Unidos, na Europa e em dezenas de países da Ásia e do Oriente Médio. Se isso tudo parece distante, ainda há a violência urbana: os moradores das grandes metrópoles se sentem crescentemente assediados por vândalos, assassinos e ladrões. A sensação de que a violência permeia nossa vida (reforçada pelo fato de que vivemos cercados de policiais ou seguranças) desafia qualquer um a defender o pacifismo, ainda que relativo, dos últimos 100 anos. O psicólogo canadense Steven Pinker não é tolo nem ignorante, mas se lançou à tarefa de demonstrar que o mundo nunca foi um lugar tão seguro para viver.
(...)
Para sustentar a tese de que nunca se matou tão pouco na história, Pinker muniu-se de dados que sugerem a tendência cada vez mais pacífica da humanidade. Os cálculos, na maior parte das vezes, são emprestados de outros especialistas, como do criminologista europeu Manuel Eisner. Pesquisando em arquivos históricos, Eisner constatou que as taxas de homicídios em países da Europa têm caído século após século. Na Londres do século XIV, a cada 100 mil habitantes, 50 morriam assassinados. Hoje, a mesma estatística em Londres é de dois assassinatos por 100 mil. Na Europa como um todo, o número de mortes violentas por 100 mil varia entre um e três.





Tema - Violência, uma epidemia?
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